Anúncios gerados por IA ajudam ou atrapalham sua marca?

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Os anúncios gerados por IA, enquanto recurso amplamente difundido, ainda é algo recente no mercado. Mas a adesão à publicidade automatizada tem sido rápida, embora os resultados dessa prática dividam opiniões. Como mostraremos a seguir, uma linha tênue separa os possíveis benefícios e os riscos da inteligência artificial.

Vantagens e desvantagens dos anúncios gerados por IA:

  • 64% dos anunciantes apontam a eficiência de custos como benefício;
  • esse tipo de publicidade pode provocar reações emocionais mais fortes;
  • mas as respostas incluem um aumento de confusão e estranhamento;
  • além de 30% dos jovens considerarem os anúncios com IA inautênticos.

Quando os anúncios gerados por IA ajudam

Assim como a publicidade gerada por inteligência artificial (IA) é relativamente nova, os estudos do impacto dela também têm pouco tempo. Não à toa, os resultados ainda são inconclusivos ou até mesmo contraditórios.

Do lado das vantagens, a eficiência de custos tornou-se a principal motivação dos anunciantes. Segundo os dados da IAB e Sonata Insights no estudo “The AI Ad Gap Widens”, 64% das empresas citam esse benefício dos anúncios criados com IA.

Outro ponto positivo é a facilidade de experimentação. Com a produção mais barata e rápida, é mais viável realizar testes A/B com variações dos criativos, identificando qual gera melhores resultados. Essa capacidade é especialmente útil em campanhas digitais, que permitem a medição direta das conversões conforme as mudanças feitas no anúncio.

Enquanto isso, a Coca-Cola desenvolveu a campanha “O Natal Chegou” toda com IA sob a justificativa de a marca poder customizar as propagandas para as diferentes regiões de veiculação.

Quanto ao impacto emocional, uma análise da Kantar e da Affectiva – iMotions com 356 anúncios em vídeo revelou que os feitos com IA generativa apresentaram maior expressividade média, conforme a leitura das expressões dos participantes do teste, com mais sorrisos e manifestações de surpresa.

Ou seja, quando bem executada, a publicidade gerada por IA pode proporcionar um engajamento emocional superior ao de peças criadas por pessoas.

Quando a inteligência artificial atrapalha a publicidade?

O problema começa quando a intensidade emocional não tem o efeito desejado. A mesma análise da Kantar mostrou que, ao lado das reações positivas, há um aumento de sinais de confusão, estranhamento e leve desconforto com essa publicidade não humana.

Uma pesquisa da NielsenIQ também apontou que anúncios gerados por IA são avaliados como mais irritantes, entediantes e confusos que os produzidos por métodos tradicionais. Inclusive, entre os consumidores da Geração Z, 30% consideram as marcas que usam IA como inautênticas e 25% as veem como impessoais, de acordo com a IAB.

Há ainda o perigo de enfraquecer a identidade da marca. A automação da publicidade costuma produzir um branding mais fraco, se não houver um direcionamento muito preciso para a ferramenta generativa.

Falando em falta de direcionamento, a sobrecarga visual é um problema comum de anúncios gerados por IA. Falta hierarquia de informações e refinamento nas artes estáticas. Já nos comerciais de vídeo, os movimentos robóticos, as expressões faciais estranhas e as edições sem ritmo causam aquele desconforto indesejado no público.

Além disso, a busca por realismo na publicidade com inteligência artificial é uma faca de dois gumes. Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que os anúncios percebidos como “reais” são mais bem avaliados pelos consumidores, mesmo quando criados por IA. Mas a análise da Kantar diz que elementos artificiais que tentam reproduzir seres humanos tendem a provocar um incômodo instintivo.

Por que a IA precisa da contribuição humana?

Uma conclusão possível a partir desses dados é a de que a inteligência artificial sozinha não entrega o que a publicidade eficaz exige. A NielsenIQ chega a advertir que o conteúdo mal executado pode prejudicar o valor da marca. O caminho, portanto, está no equilíbrio entre a tecnologia e o toque humano.

A inteligência artificial generativa acelera a produção, facilita os testes e escala a criatividade, funções valiosas para qualquer negócio. Mas a definição da estratégia, a construção de identidade visual, o tom de voz e a conexão emocional autêntica com o público dependem de pessoas que conhecem muito bem a marca e o público-alvo.

Fonte: https://www.negociossc.com.br/blog/anuncios-gerados-por-ia-ajudam-ou-atrapalham-sua-marca/

Saiba o que funciona (ou não) no marketing de influência

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marketing-de-influencia Saiba o que funciona (ou não) no marketing de influência

O marketing de influência continua sendo uma estratégia de comunicação efetiva para as marcas. Ainda mais no Brasil, onde oito em cada dez pessoas conectadas seguem influenciadores nas redes sociais, saber o que funciona ou não nesse sentido é importante para impulsionar seu negócio.

Veja alguns dados para entender o marketing de influência:

  • sete em cada dez internautas compraram algo indicado por influenciadores;
  • 41% dos seguidores apreciam quando a pessoa tem experiência no que fala;
  • o excesso de posts patrocinados é rejeitado por 36% do público;
  • e 72% da audiência prefere consumir vídeos, mais ainda de um a três minutos.

O conteúdo completo você lê a seguir. Descubra então cinco coisas que funcionam e três que não funcionam no marketing de influência.

A presença dos influenciadores na vida digital dos brasileiros

Quem diz que cerca de 80% dos brasileiros conectados seguem criadores de conteúdo na internet é o Opinion Box, no relatório Influenciadores Digitais 2024, produzido em parceria com a Influency.me. Entre as mulheres esse número é ainda maior, de 84%, contra 73% dos homens.

Para mais de um terço desse público (34%), a opinião pessoal dos influenciadores digitais é importante ou muito importante. Mas é nas vendas que parece estar o maior impacto do marketing de influência: 69% dos entrevistados já compraram algum produto recomendado pelos creators.

As categorias mais compradas por influência desse tipo de conteúdo são as de cosméticos, roupas e educação. Inclusive, houve um maior percentual do público influenciado em diversos segmentos na comparação com a análise de 2023.

Categorias mais compradas em 2023 e 2024:

  • Cosméticos: 25% | 45%
  • Roupas: 26% | 40%
  • Cursos: 22% | 40%
  • Livros: 21% | 33%
  • Maquiagens: 20% | 33%
  • Alimentos e bebidas: 17% | 27%
  • Sapatos: 12% | 20%

Além disso, os internautas brasileiros demonstram um alto nível de satisfação com as compras motivadas pelo marketing de influência. Tanto que três em cada quatro consumidores consideram provável comprar novamente.

O que funciona no marketing de influência?

Quer aumentar o desempenho da sua estratégia de marketing de influência? Como sempre, os dados mostram o caminho.

Assuntos de interesse

O principal motivo para os brasileiros seguirem influenciadores nas redes sociais é a abordagem a assuntos relacionados aos gostos pessoais. Esse fator é apontado por 69% dos entrevistados pelo Opinion Box. Além disso, 41% apreciam quando o criador de conteúdo tem experiência na área.

Traduzindo isso para sua estratégia de marketing, não adianta ter uma parceria com qualquer pessoa com um número considerável de seguidores. É preciso haver sintonia entre o universo da marca e o conteúdo do perfil para captar o interesse do público e transmitir credibilidade à mensagem.

Confiança

Ter um conteúdo confiável é a característica mais valorizada pelos internautas na hora de engajar com um influenciador. Isso é algo que as marcas também devem buscar na relação com os produtores de conteúdo digital, alinhando não somente a mensagem, como os valores pessoais e do negócio. Na “era do cancelamento” é bom ter esse cuidado extra.

Conteúdo atraente

O conteúdo ser atraente vem logo após os interesses afins como motivo para seguir. Nesse sentido, influenciadores que conquistaram um alto engajamento foram capazes de entender o público e encontrar meios de envolvê-lo. Então, as marcas que procurarem esse tipo de parceria não devem forçar um conteúdo à maneira delas, e sim apostar na capacidade dos criadores.

Uso real

Mais de um terço dos internautas (35%) afirma que conteúdos explicativos chamam mais a atenção. Além disso, a maior influência para a compra ocorre quando a pessoa famosa testa e aprova o produto que os seguidores já visavam.

Aí está uma lição para sua estratégia de marketing de influência. Em muitos casos, é preferível mostrar o uso real do produto para convencer a audiência.

Vídeos curtos

Para completar, uma dica em relação ao formato. O vídeo é o favorito de 72% dos seguidores, de acordo com o Opinion Box. Inclusive, os três formatos preferidos dos brasileiros são vídeos com diferentes durações:

  • Vídeo entre 1 e 3 minutos: 27%
  • Vídeo com menos de 1 minuto: 23%
  • Vídeo com mais de 3 minutos: 22%
  • Stories: 17%

Somente então aparecem imagens, textos e áudios.

O que não funciona no marketing de influência?

O relatório Influenciadores Digitais 2024 também oferece alguns insights ou dicas do que evitar. Veja três delas abaixo.

Conteúdo de baixa qualidade

Se ter um conteúdo atraente é uma das principais motivações para seguir, perceber que ele está perdendo a qualidade é o maior motivo para abandonar um influenciador. Já comentamos que é preciso confiar no parceiro escolhido para ele moldar a mensagem da marca ao gosto da audiência do perfil, mas isso exige tempo de preparo. Então, planeje suas ações de marketing de influência com antecipação.

Excesso de publicidade

Ao contratar criadores de conteúdo e planejar a frequência da campanha, cuide para não sobrecarregar o perfil com posts patrocinados. Diante desses casos, 36% dos seguidores deixam de seguir os donos das contas.

Posicionamentos conflitantes

Nunca é demais reforçar: não olhe apenas para o número de seguidores e as métricas de engajamento dos influenciadores. As ações de parceiros refletem-se na marca e devem ser analisadas ao contratar comunicadores para suas campanhas. Procure por posicionamentos e atitudes que possam entrar em conflito com o DNA do negócio para evitar danos à imagem.

Fonte: https://www.negociossc.com.br/blog/saiba-o-que-funciona-ou-nao-no-marketing-de-influencia/