Comportamento das lideranças de Marketing na Pandemia

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A crise gerada pela pandemia de Covid-19 exigiu um nível de superação ainda maior das lideranças de Marketing.

Restrições ao funcionamento dos negócios, novos modelos de trabalho, mudanças drásticas no consumo tanto de produtos quanto de mídia e conteúdo, tudo isso se misturou em um turbilhão de inquietações para esses líderes.

No entanto, algumas das maiores lideranças de marketing no Brasil mostram um caminho possível em meio à crise. É o que mostra um estudo da Orbit, empresa especializada em ciência de dados, ao analisar o comportamento de CMOs, VPs de marketing e diretores e diretoras de marketing das principais marcas no País.

As principais conclusões desse estudo você confere a seguir, que servem de inspiração para profissionais da área que atuem em empresas de quaisquer portes.

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Com a palavra, as lideranças de marketing

O estudo da Orbit buscou averiguar quais foram os assuntos mais abordados pelas lideranças de marketing durante a pandemia. Essa análise permite fazer algumas observações importantes a respeito das movimentações nos últimos meses.

Para isso, foram monitorados os posts públicos no LinkedIn desses líderes entre 20 de fevereiro e 20 de julho de 2020. Eles representam as marcas mais valiosas do Brasil, segundo a presença delas no ranking top 60 de marcas brasileiras da BrandZ 2019, realizado pela WPP e Kantar, e no Top Of Mind Datafolha 2019.

Essa análise foi baseada em 633 posts publicados no período, que resultaram em uma classificação de 1.864 rótulos de assuntos abordados, ou tags. Ao serem agrupadas, essas tags apontam os direcionamentos que as lideranças de marketing no Brasil tomaram na pandemia.

Na página de divulgação do estudo, é possível observar alguns gráficos sobre a frequência com que certos temas foram abordados. Mas já adiantamos alguns insights abaixo.

Principais observações do estudo

Distanciamento

As lideranças de marketing das maiores empresas do Brasil refletiram o papel das marcas em meio à crise. Elas agiram em consonância com as determinações de segurança e atuaram como amplificadoras das mensagens dos órgãos de saúde.

Em um primeiro momento, as postagens trouxeram tags como “fique em casa”, “todo cuidado conta” e “cada pessoa importa”. Esse discurso foi reforçado pela comunicação de como os colaboradores passaram a atuar em home office, levantando essa tag na base de posts e dando o exemplo para a sociedade.

Solidariedade

A pandemia também demonstrou ser um momento de união. As grandes marcas precisaram comprovar o propósito que havia nos discursos de marketing e, aparentemente, saíram-se bem nesse quesito.

As tags “doação” e “solidariedade” foram destaque no estudo, mostrando o quanto as lideranças de marketing estiveram empenhadas em ajudar. Isso trouxe um grande senso de orgulho das equipes que se engajaram, como pode ser visto na nuvem de palavras, a exemplo da tag “parabéns, equipe!”.

Adaptabilidade

Como não poderia deixar de ser, outros temas importantes para os gestores das maiores marcas brasileiras foram “inovação”, “adaptação”, “reinvenção”, “adaptação digital” e “tecnologia”.

Mesmo as empresas líderes em seus segmentos compreendem que não podem ficar paradas diante dos desafios que traz a crise do novo coronavírus. Elas se adaptaram às novas experiências de consumo e de compra para continuarem relevantes no mercado.

Presença das datas comerciais

Entretanto, ao longo da pandemia, as lideranças de marketing não perderam o viés comercial. As grandes datas do calendário estiveram presentes na comunicação dos líderes, dentro desse contexto peculiar de 2020. Nesse sentido, destacou-se o Dia das Mães no período analisado.

Olhar para outras questões importantes

Mas nem tudo girou em torno do coronavírus. As marcas estão cada vez mais ligadas às pautas sociais e isso se viu em tags como “diversidade”, “lgbtqia+” e em referência ao movimento antirracista. As relações humanas estão cada vez mais em discussão, portanto as lideranças de marketing devem ter um pensamento universal para abranger essas questões.

Fonte: https://negociossc.com.br/blog/o-comportamento-das-liderancas-de-marketing-na-pandemia/

Mulheres na liderança aumentam chance de sucesso das empresas

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De acordo com estudo recente lançado em Fevereiro de 2018 e realizado pela Consultoria Mckinsey, ter mulheres em cargos de liderança aumenta 21% de chance de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média. Mesmo com essa constatação, o mesmo estudo demonstrou que as empresas com maior índice de diversidade apresentam apenas 10% de mulheres no seu corpo executivo, enquanto no Brasil esse indicador cai para 7,7% de acordo com uma pesquisa realizada pela Deloitte em 2017. No ranking, o Brasil aparece na 37ª posição, apenas à frente do Chile, México, Marrocos, Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, respectivamente.

Quando se fala de cargos de alta diretoria o cenário é ainda pior. De acordo com uma matéria do Brasil Econômico, a proporção de mulheres que ocupam os principais cargos de liderança no mercado de trabalho permanece ainda muito baixa, com a ocupação por elas de apenas 4% dos cargos de CEO e de alta diretoria – mundial.

Na mesma linha de estudo, a EY revelou que embora executivos de alto escalão reconheçam que a diversidade de gênero seja fundamental para melhorar negócios, os mesmos não estão se esforçando para atrair mulheres para os cargos de liderança. A previsão dos participantes do Fórum Econômico Mundial (WEF) de 2018 é que a paridade de gênero nos cargos de liderança seja alcançada apenas nos próximos 117 anos.

Entre as empreendedoras que participam dessa pequena proporção de mulheres que ocupam a posição de CEO, está Erica Castilho, fundadora da N2N Virtual, uma plataforma que permite a qualquer pessoa criar e gerenciar seu próprio marketplace (shopping virtual) oferecendo recursos de alta tecnologia com custo acessível para pequenas empresas.

Erica conta que sempre foi um ponto fora da curva, já que iniciou no ano 2000 na carreira de Tecnologia da Informação, área dominada por homens. Em 2008, quando fundou sua primeira empresa, sua preocupação era conseguir ter maior liberdade para ter tempo para sua família. Contudo, ela relata que como mulher e empreendedora seu maior desafio foi conseguir ao mesmo tempo lidar com a maternidade e liderar uma empresa.

Ocupando a posição de CEO, ela toma as decisões estratégicas, e por isso a empresa depende muito dela, não permitindo que ela tirasse uma licença maternidade tranquila.

Erica precisou continuar assessorando a equipe e realizando atividades emergenciais e reuniões importantes enquanto lidava com um recém nascido. Embora tenha sido muito desgastante, ela considera que foi mais um entre os muitos desafios que as empreendedoras precisam lidar por ter escolhido abraçar o empreendedorismo.

Antes de fundar sua empresa Érica já ocupava posição de gerência de projetos em uma grande multinacional européia do setor de Tecnologia e prestou serviço para diversas empresas. Ela conta ainda que normalmente nos eventos que participa de empreendedorismo, startups e tecnologia em muitos casos ela é a única, ou uma das pouquíssimas mulheres a realizar apresentações e palestras. Em 2017, quando a N2N Virtual recebeu o prêmio de empresa mais inovadora do salão de inovação do Fórum da RioSoft, ela foi a única representante feminina entre os premiados.

Erica relata que sempre se preocupou em manter mulheres em seu quadro de funcionários, desde que durante a seleção as mesmas demonstrassem as habilidades necessárias para o cargo disponível. Ela considera que a seleção não deve direcionada de acordo com sexo, idade ou nível social, mas sim de acordo com a meritocracia.

Fonte: https://goo.gl/o77PYm