Descubra como as métricas de Marketing podem enganar

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A importância de analisar métricas de marketing para o sucesso da comunicação e das vendas.

No entanto, mesmo que os dados não mintam, as métricas também podem enganar, dependendo da forma como são utilizadas. Isso é o que revela o estudo ROI Genome, da Analytic Partners.

O erro, nesse caso, não está nos números em si. Muitas vezes, trabalhar com dados isolados ou cujo período de análise é muito curto pode levar a conclusões equivocadas. Isso leva os profissionais a adotar estratégias menos eficientes, que geram piores resultados.

Então, qual é a melhor forma de usar as métricas de marketing? Veja a seguir alguns erros comuns relacionados ao tema e saiba como evitá-los no seu negócio.

Métricas de marketing isoladas

A representação da jornada de compra como uma sequência linear é apenas uma simplificação para facilitar o entendimento dos passos envolvidos na decisão do consumidor.

A verdade é que o público nem sempre segue uma sequência lógica e exata. Há muitas idas, vindas e saltos nesse caminho, passando por diferentes canais de comunicação on-line e off-line. Portanto, as métricas de marketing precisam abranger essa complexidade por trás da decisão de compra.

Mas, geralmente, a análise das empresas foca na conversão de último clique. Por exemplo, ao fazer uma campanha digital incluindo redes sociais, anúncios display e buscas pagas, o resultado de cada canal é considerado isoladamente. As redes geraram X visitas ao site, os anúncios resultaram em Y, as buscas renderam Z, e assim por diante.

Por outro lado, também poderíamos levantar questões relevantes a respeito desses resultados:

– Quantas pessoas só realizaram a busca depois de ver um anúncio?
– Quantos consumidores clicaram no anúncio porque foram impactados em um momento anterior nas redes sociais?
– Quantos indivíduos fizeram a busca antes, não compraram na hora, e então concluíram a compra a partir de um anúncio de retargeting?

Como demonstra o estudo ROI Genome, 30% dos cliques em buscas são gerados por outros tipos de marketing, incluindo aqueles focados no reconhecimento da marca. É por isso que as métricas de marketing devem procurar a atribuição de mídia correta.

Ainda de acordo com os dados da Analytic Partners, 35% do investimento é perdido quando as decisões estratégicas são feitas com base em métricas de marketing isoladas.

Inclusive, já mostramos aqui no blog que até mesmo a ordem em que os anúncios aparecem para o consumidor pode afetar o resultado da campanha. Segundo a Spectrum Reach e a Magna Global, a intenção de compra é maior quando o primeiro contato é na televisão, em vez do smartphone.

Métricas de vaidade

Outro problema comum em relação às métricas de marketing são as chamadas métricas de vaidade. Você sabe o que são?

Talvez sua empresa tenha sido tentada a medir dados como o número de curtidas e de seguidores nas redes sociais, ou o tempo de sessão dos usuários no site. Esses são exemplos de métrica de vaidade porque, segundo a Tableau, “parecem bem na frente dos outros, mas não ajudam você a entender seu desempenho de um modo que informe estratégias futuras”.

Além disso, métricas de vaidade não oferecem contexto suficiente para uma análise profunda e são pouco acionáveis.

Veja o caso do número de seguidores nas redes sociais. Ter uma base de 10 mil ou 100 mil pessoas não fará diferença se a comunicação da marca não está alcançando o público certo ou se esse público não está convertendo em vendas.

Essas métricas de vaidade então podem levar a investimentos mal-direcionados. É por isso que os negócios precisam adotar indicadores-chave de desempenho, ou KPIs, já que eles estão diretamente relacionados ao crescimento da marca.

Os números não mentem.
Mas é preciso ter cuidado ao analisar métricas de marketing

Métricas de retorno no curto prazo

Um dos maiores erros no cálculo do retorno (ROI) de um negócio é considerar apenas o curto prazo.

Definir estratégias de marketing com informações de um curto período de tempo pode ignorar o efeito mais duradouro de certas mídias. Um exemplo disso é a televisão, que tem um impressionante impacto na memória de longo prazo. Assim, ao calcular o ROI, o retorno da TV é muito maior do que parece ao primeiro momento.

Como já demonstrou um estudo de Ebiquity e Gain Theory, 58% do ROI na publicidade é ignorado quando se considera somente o curto prazo.

Essas são algumas das formas mais comuns como as métricas podem enganar. Agora, nem por isso você deve deixar de analisar as métricas de marketing. Quando usadas corretamente, elas são poderosas ferramentas para alcançar o sucesso na comunicação e nas vendas.

Fonte: www.negociossc.com.br/blog/descubra-como-as-metricas-de-marketing-podem-enganar/

É melhor: divulgar a marca ou produtos e promoções?

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brand-price-tags-style-graphics.jpg1_-1024x683 É melhor: divulgar a marca ou produtos e promoções?

Todo negócio deseja vender mais, não é mesmo? Mas o que sua empresa faz nesses casos?

Provavelmente, elabora alguma promoção ou ação comercial. Talvez até invista em anúncios focados no preço, nas condições de pagamento ou nas características do produto ou serviço.

Métricas de fundo de funil não são o bastante para medir as vendas

Como já comentamos outras vezes aqui no blog, métricas podem enganar. Se a empresa utiliza apenas indicadores de desempenho relacionados ao fundo de funil para medir o impacto das vendas, então é natural que as campanhas focadas em produtos ou serviços terão um retorno mais expressivo.

O problema é que isso não representa toda a realidade, segundo os dados da Analytic Partners.

De acordo com o relatório ROI Genome, divulgar a marca tem um melhor desempenho em 80% das vezes. Mais ainda, ele mostra que as táticas de topo de funil são 60% mais efetivas no longo prazo e somente 25% menos efetivas no curto prazo.

Também é da Analytic Partners outra informação que mostra como as métricas podem levar a conclusões equivocadas, quando não analisadas com cuidado. Por exemplo, considerar o último clique como o mais determinante para o crescimento das vendas atribui um valor à conversão direta muito maior do que é na verdade.

Como prova disso, descobriu-se que 30% dos cliques em buscas pagas são atribuídos à divulgação da marca e outras práticas de marketing.

Somando ainda outros fatores, a atribuição de último clique pode superestimar em até 10 vezes, em média, o papel dessa ação pontual. Ela não considera componentes como o interesse depois de ver um anúncio na televisão, a recomendação de conhecidos, a própria lembrança da marca, entre outros caminhos percorridos pelo consumidor.

A Analytic Partners cita o caso da análise de tráfego de um website em que 46% dos acessos vinham da TV, enquanto meros 15% tinham origem nas buscas pagas.

Isso quer dizer que as marcas precisam ter um entendimento mais profundo da jornada do consumidor. Dessa maneira, ficará mais clara a importância das mensagens que vão além dos produtos e promoções.

Em defesa do orçamento para divulgar a marca

O ROI Genome sugere que o investimento em campanhas de fundo do funil não supere 50% do orçamento de marketing. Ou seja, você não deve escolher entre divulgar a marca ou fazer anúncios mais comerciais. Ambos são necessários, enquanto o maior valor do brand marketing está no longo prazo.

Mas existem algumas situações em que esse investimento na mensagem da marca pode estar ameaçado, mesmo entre as empresas que já adotam essa prática.

O primeiro caso é quando há um crescimento, à primeira vista, desproporcional das campanhas de fundo do funil. Quando as conversões têm tanto retorno, pode ser tentador focar mais nessa área.

Entretanto, considere que o bom desempenho das conversões de último clique pode ser um efeito cumulativo do fortalecimento da marca.

A Analytic Partners traz um exemplo nesse sentido. De um ano para o outro, uma marca aumentou em 72% o investimento no topo de funil, gerando um retorno proporcional de 76% nesse canal. Enquanto isso, o investimento no fundo do funil cresceu 35%, impulsionando um retorno de 48%. Se tirássemos o orçamento do topo, o ROI do fundo seria menos expressivo.

Outro motivo é quando o orçamento como um todo fica mais apertado. Nesse caso, as campanhas em geral são prejudicadas.

Contudo, a literatura a respeito aponta que essa economia momentânea custa bastante caro. Podemos citar como referência a crise financeira de 2008. Entre as empresas que aumentaram o investimento em marketing naquela época, 63% delas tiveram um retorno positivo.

Um estudo mais recente do Instituto Ehrenberg-Bass chegou a analisar 57 empresas que passaram ao menos um ano sem fazer anúncios na mídia. O resultado foi uma queda de 16% nas vendas. Isso, com certeza, limita ainda mais a capacidade de divulgar a marca.

Portanto, antes de entrar nesse ciclo vicioso, considere as perdas que a ausência da mídia traz e os ganhos cumulativos que o fortalecimento da marca oferece.

Fonte: www.negociossc.com.br/blog/qual-e-melhor-divulgar-a-marca-ou-produtos-e-promocoes/

Como medir o ROI em mídias sociais

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Provar que os investimentos em mídias sociais estão funcionando e gerando resultados palpáveis para a empresa é uma das maiores preocupações de quem trabalha com marketing digital, afinal, sem resultados, não há novos investimentos.

A melhor maneira de fazer isso é através do ROI, ou retorno sobre o investimento, um indicador de performance que revela quanto o investimento em mídias sociais está trazendo de retorno financeiro para a empresa. Mas como mensurar o ROI nas mídias sociais? Continue acompanhando e descubra!

Objetivo é tudo em marketing digital

Para medir o ROI de qualquer campanha paga de marketing em mídias sociais é preciso, antes de mais nada, determinar objetivos específicos para cada campanha e cada mídia social. Se a sua empresa investe em Facebook, Twitter e YouTube, seus objetivos podem ser, respectivamente, engajamento, tráfego para o site e conversões, por exemplo. Depois de os objetivos já fixados, você traça metas mensais de desempenho — as métricas e os KPIs, ou indicadores de performance — sendo que um deles é o ROI.

Acompanhe as métricas

As métricas servem para acompanhar a eficácia da sua campanha de mídias sociais. Algumas dessas métricas são aumento no número de visitas no site ou blog, taxa de conversão, número de menções, número de seguidores, engajamento, entre outras. Com as métricas você sabe se seus esforços estão gerando burburinho na internet, mas ainda não é possível saber se eles estão trazendo retorno financeiro.

Compreenda como cada métrica impacta o negócio financeiramente

Para chegar ao cálculo do ROI, você precisa ainda compreender como cada métrica de mídias sociais impacta no negócio. Por exemplo, um post patrocinado no Facebook gera tráfego para o blog da empresa. No blog tem uma CTA (“call to action”, uma chamada que incentive o usuário do seu site a ter alguma interação na sua página como: comprar produto, se cadastrar, baixar algum conteúdo, entre outros) que leva o visitante a se converter num lead que, bem nutrido, se torna um cliente. Qual o impacto do post no Facebook para o negócio em geral? Quantos clientes são gerados a partir deste mesmo processo?

Certamente você sabe quanto investiu para ver o seu post patrocinado no Facebook, não é mesmo? Agora basta calcular quanto cada cliente gerado a partir dessa ação traz de retorno para a empresa. Só para lembrar, o cálculo do ROI é:

ROI = Retorno – investimento / investimento

Investimento é quanto você pagou pelo post patrocinado e retorno quanto o cliente gerou em compras para a empresa.

Compare o hoje com o amanhã

Imaginemos que você está começando uma campanha de mídias sociais e não tem dado nenhum para começar a estabelecer métricas e KPIs. Você faz um investimento inicial e daqui a três meses volta a analisar os dados e descobre que, desde que iniciou a campanha de mídias sociais, o número de clientes aumentou em 10%, o ticket médio da empresa passou de 350 para 520 reais e que o faturamento geral foi incrementado em 3,6%. Isso é um sinal de que sua campanha está gerando resultados para a empresa e que seus esforços estão sim valendo a pena. O ROI estará refletido no quanto o investimento de mídias sociais contribuiu para o resultado geral da empresa, ou seja, para o crescimento de 3,6%.

Monitore sempre

Sem monitoramento e uma ferramenta de analytics de qualidade, fica impossível medir o ROI em mídias sociais, sendo assim, mantenha-se focado nos objetivos do negócio e alinhe seu planejamento de marketing digital para que ele traga resultados cada vez mais positivos para a empresa.

Vale ressaltar que cada empresa determina os fatores de sucesso do seu negócio. Uma métrica que é relevante para a nossa empresa pode não ser para a sua, portanto, continue aprimorando seu conhecimento a respeito de métricas e KPIs de mídias sociais e encontre a fórmula certa para a sua empresa!

Sandra Turchi