O impacto das agências de publicidade na economia do Brasil

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No primeiro semestre de 2023, o mercado publicitário movimentou R$ 9,14 bilhões apenas em mídia e abrangendo um universo restrito de 319 agências de publicidade, de acordo com o Cenp-Meios. Esse valor é 10,25% superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando a análise abrangeu 309 agências, e maior que a inflação acumulada no ano.

Já a Kantar IBOPE Media traz o montante de R$ 74 bilhões em investimentos em mídia no ano passado, considerando o volume de inserções no mercado. Isso porque, no País todo, existem mais de 23 mil agências, segundo o Mapa de Empresas.

Mas a publicidade tem um impacto muito maior na economia do Brasil além da compra de mídia. Ela também impulsiona o mercado de trabalho, o audiovisual, as gráficas, os eventos e diversas áreas relacionadas.

Entenda melhor a importância das agências de publicidade para o País com os dados que separamos neste artigo.

As agências de publicidade e a geração de emprego

Quando falamos do retorno da publicidade, costumamos fazer essa análise sob a perspectiva da marca.

Por exemplo, o relatório Profit Ability, elaborado por Ebiquity e Gain Theory, aponta que o ROI médio é de £1.73 para cada £1 investido (o estudo foi feito no Reino Unido), analisando-se de três a seis meses após a veiculação inicial dos anúncios. Enquanto isso, em períodos acima de três anos, o retorno médio é de £3.24 para cada £1 investido.

Isso, com certeza, é bom para os negócios que têm um orçamento destinado à comunicação da marca. Eles vendem mais, produzem mais e ampliam a operação, aquecendo o mercado.

Por outro lado, as agências de publicidade têm um impacto muito mais nítido na economia do Brasil. Afinal, o segmento emprega milhares de brasileiros diretamente e indiretamente.

O mercado publicitário brasileiro superou a marca de 150 mil empregos diretos em setembro de 2023. Até o terceiro trimestre do ano, foram gerados mais de 10 mil novos postos de trabalho na área, de acordo com os dados do Novo Caged.

Além disso, temos um número ainda maior de empregos indiretos sendo criados. Podemos citar nesse sentido:

  • as atividades de prestação de serviços de informação: 133.387 profissionais;
  • as atividades de rádio e de televisão: 75.155 profissionais;
  • a edição e a edição integrada à impressão: 56.230 profissionais;
  • as atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 27.277 profissionais;
  • as pesquisas de mercado e de opinião pública: 8.798 profissionais;
  • as atividades de produção de fotografias: 6.559 profissionais.

Ou seja, essas categorias, somadas aos empregos diretos da publicidade, empregam mais de 457 mil brasileiros. Isso que estamos incluindo na lista apenas as vagas com carteira assinada, conforme o registro no Novo Caged. Se considerarmos todos os microempreendedores individuais que prestam atividades publicitárias, seja de forma direta, seja indireta, o impacto no mercado de trabalho é muito maior.

A publicidade no Brasil emprega mais de 150 mil pessoas diretamente.

O impacto das agências de publicidade na economia do Brasil

Um estudo de 2021 chamado “O valor da publicidade no Brasil”, produzido pela Deloitte para o Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP), traz mais dados relevantes sobre o tema.

De acordo com a pesquisa realizada pela Deloitte, cada R$ 1 investido na compra de espaços publicitários gera R$ 8,54 para a economia brasileira. Isso acontece de duas maneiras: criando valor para as marcas anunciantes e, então, para a sociedade como um todo.

No primeiro caso, o impacto da publicidade para os negócios envolve:

  • a construção de valor de marca;
  • o aumento de receita;
  • e a sustentação da estratégia corporativa.

Depois, ainda temos os efeitos mais amplos da publicidade na economia do Brasil:

  • o fomento à competitividade;
  • o estímulo ao consumo;
  • a disseminação de informação e influência;
  • o apoio à cultura, ao entretenimento e aos esportes.

Vale destacar nesse último ponto que a atividade publicitária dá suporte à cultura por meio do marketing cultural, aos esportes pelo marketing esportivo, além de incentivar o mercado de eventos e lazer. Todo esse incentivo, em troca, fortalece as marcas apoiadoras.

— A publicidade não beneficia apenas os anunciantes e veículos, ela traz enormes benefícios econômicos para o PIB brasileiro, cria empregos, dissemina a informação. É a indústria que impulsiona as outras indústrias — disse à época o então presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Mario D’Andrea, em entrevista ao portal Uol.

Essa é mais uma forma de explicar o papel da publicidade na vida do brasileiro. Ela informa, gera interesse, propõe debates sociais, entretém e ainda traz todo esse impacto econômico junto.

Fonte: https://www.negociossc.com.br/blog/o-impacto-das-agencias-de-publicidade-na-economia-do-brasil/

Igualdade de gêneros é trunfo contra a crise

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Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, cabe refletir sobre a queda do Brasil, desde o início da crise econômica, em 2014, no ranking do Fórum Econômico Mundial sobre a desigualdade de gêneros. Em dois anos, o País perdeu 23 posições, despencando para o 85º lugar, dentre 145 nações. É nossa classificação mais baixa na séria histórica, iniciada em 2006.

As conquistas relativas ao empoderamento feminino, embora marcantes e apesar de todos os avanços obtidos, ainda não estão incorporadas de modo consistente na nossa sociedade e no universo corporativo. Empresas que mantêm essa cultura de diversidade de gêneros entre suas posições de liderança conseguem melhorar sua rentabilidade em até 15%.

É o que revela um estudo realizado para o Peterson Institute for International Economics com 22 mil empresas, em 91 países. Esse aumento foi relacionado a situações nas quais as empresas têm 30% de mulheres distribuídas em cargos de liderança, como CEOs, executivas e gestoras.

No âmbito da mobilização para que a igualdade de gêneros prospere e se consolide no Brasil e no mundo, há casos de sucesso de mulheres empreendedoras e executivas, que podem inspirar não só as trabalhadoras, mas toda a sociedade. Conhecida internacionalmente, Sheryl Sandberg, COO do Facebook, é uma  referência que incentiva mulheres no setor de tecnologia, principalmente por meio de seu livro, “Faça Acontecer”, encorajando-as a alcançarem seus objetivos de carreira, com foco e priorização.

Um exemplo nacional nesse sentido é Luiza Trajano, da Magazine Luiza, que lidera uma das maiores redes varejistas do País. Sua visão empresarial é visionária, como atesta o centro produtor de tecnologia e inovação da empresa.

O êxito das mulheres que ocupam posições de liderança em territórios corporativos, como o tecnológico, tradicionalmente dominados pelos homens, demonstra o imenso potencial da população feminina brasileira para reverter nossa constrangedora classificação no ranking mundial da desigualdade de gêneros.

Isso é necessário para que o nosso país progrida e tenha cada vez mais mulheres em posições de liderança, agregando novas visões e experiências ao mercado de trabalho. Esse é modelo que tem se mostrado muito bem-sucedido em outros países, como Islândia e Noruega.

Esse esforço é importante para revertermos a crise e seus efeitos de exclusão socioeconômica, como está ocorrendo com as mulheres brasileiras desde 2014 e, principalmente, para prevenirmos a ocorrência de novos períodos de recessão. O empoderamento feminino não depende apenas de um movimento assertivo no ambiente empresarial e do talento de nossas empresárias e executivas.

Passa, também, pela melhoria da qualidade das escolas públicas. É nas salas de aula das redes municipais e estaduais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Médio que deve começar o atendimento ao princípio democrático da igualdade de oportunidades.

Fonte: https://goo.gl/4rpESk