5 dicas para começar o marketing de pequenas empresas em SC

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Santa Catarina ganha mais de 25 mil novos negócios por mês, em média, de acordo com os dados da Junta Comercial do Estado em 2025. A maioria deles são de pequeno porte. Para esses empreendedores, começar o marketing de pequenas empresas pode parecer um mistério à primeira vista, mas o caminho é mais simples do que se imagina. Veja a seguir as dicas para iniciar sua jornada!

Saiba como iniciar o marketing de pequenas empresas em SC:

  • ter um plano de marketing ajudará você a otimizar o investimento;
  • as empresas investem nessa área, em média, 11,4% do orçamento total;
  • algumas soluções sairão de graça, ou quase, como as redes sociais e SEO;
  • mas para ter alcance e confiança de verdade é preciso de mídias como a rádio.

Os primeiros passos do marketing para pequenas empresas

Ao abrir um novo negócio, todo empreendedor quer torná-lo conhecido e atrair clientes o quanto antes. Mas como fazer isso?

Tudo começa com um plano de marketing. Você vai colocar no papel:

  • uma breve introdução da marca e o que oferece;
  • suas metas neste primeiro momento;
  • qual é o perfil do público-alvo;
  • como seria seu consumidor ideal (buyer persona);
  • como a marca deve falar (voz da marca);
  • como ela se apresenta visualmente (identidade visual);
  • e quais ações pretende tomar para alcançar as metas propostas.

Não é preciso fazer algo perfeito nem definitivo por enquanto. Muitas ideias serão refinadas com o amadurecimento do negócio. Mas é bom ter alguma noção de quem é seu público e de como se comunicar com consistência, primeiramente para não desperdiçar seu orçamento e, em segundo lugar, para facilitar o reconhecimento da nova marca.

Além disso, você já deve saber que o marketing de pequenas empresas precisa de investimento. A dúvida então é: quanto? Nesse sentido, a pesquisa The CMO Survey 2025 traz uma média do percentual de investimento com base no orçamento total do negócio:

  • empresa de produtos B2B: 7,4%
  • empresa de serviços B2B:  6,7%
  • empresa de produtos B2C: 21,5%
  • empresa de serviços B2C: 11,7%

No entanto, as novas empresas podem necessitar de um impulso extra de investimento para quebrar a barreira do anonimato no começo.

Dicas para o plano de ação no marketing de pequenas empresas

Até agora vimos a teoria, colocando as ideias no papel. O plano de ação é onde tudo entra em prática e seu investimento começa a contar.

Então, aqui está um caminho possível para quem está começando.

1. Pessoas próximas

O “boca a boca” é um recurso muito útil no marketing de pequenas empresas. E o que é melhor: gratuito.

Faça seu negócio ser conhecido entre familiares e amigos. Nem sempre eles serão o público-alvo, mas talvez saibam de alguém para indicar. No começo, essa confiança adquirida por recomendações será fundamental para atrair clientes, enquanto a marca não cria uma reputação por si própria.

2. Redes sociais

Uma pesquisa da GoDaddy comprova que 90% dos empreendedores de pequenas e médias empresas no Brasil consideram as redes sociais importantes para as vendas.

O truque para usá-las na sua estratégia é saber de antemão que seu alcance orgânico será ruim. Portanto, não se preocupe em ter centenas de curtidas nas suas publicações logo de cara. O foco deve ser em estabelecer uma presença on-line, comprovar que o negócio existe de verdade e facilitar o acesso a informações essenciais. Para isso, escolha as plataformas que façam sentido para seu público-alvo.

Você não precisa sequer postar todos os dias se não tiver tempo para isso. Mas esteja sempre de olho nos comentários e mensagens, porque as redes sociais são, acima de tudo, um canal de relacionamento com o cliente.

3. SEO

Se a empresa atende localmente, uma boa ideia é usar a otimização para motores de busca (SEO) focada nas proximidades do negócio. Isso envolve ter um Perfil de Empresa no Google e, quem sabe, investir em anúncios segmentados pela localização, como “lavanderia em Florianópolis” ou “loja de calçados em Blumenau”.

Já os negócios virtuais, a exemplo dos e-commerces, devem caprichar nos títulos e nas descrições dos produtos e serviços, incluindo palavras-chave específicas da categoria. Os anúncios segmentados também podem ajudar na sua encontrabilidade on-line.

4. Mídia externa

No caso dos estabelecimentos físicos, a mídia externa é outro recurso interessante para o marketing de pequenas empresas. Segundo uma pesquisa da Kantar, 68% dos consumidores no Brasil já compraram ou pesquisaram algo por causa desse tipo de publicidade.

Outra vantagem da mídia externa é a segmentação geográfica dos anúncios. Eles podem literalmente apontar a direção da sua empresa para o público.

5. Rádio

Por essa você não esperava, não é mesmo? Mas há ótimas razões para incluir a publicidade na rádio em sua estratégia.

A rádio entrega o alcance que uma pequena empresa dificilmente terá nas redes sociais (sem pagar uma fortuna). É um meio de confiança do público, o que traz credibilidade para sua comunicação. Permite ter frequência de mídia sem estourar o orçamento de marketing. E, para completar, oferece segmentação geográfica e de perfil de consumidor.

Fonte: https://www.negociossc.com.br/blog/5-dicas-para-comecar-o-marketing-de-pequenas-empresas-em-sc/

Sete perguntas sobre participação nos lucros ou resultados

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O Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) é um tema que ainda sofre grande preconceito nas empresas, principalmente pelo fato dos empresários acreditarem que essa participação terá reflexos negativos em seus ganhos finais, o que é um grande erro, sendo que o que observo é que na maioria das vezes os resultados são positivos para todos das empresas.

Isso se deve ao fato que essa forma de ganho resulta em ganhos sensacionais na produtividade e na motivação da empresa, fazendo com que se tornem vantajosos os gastos perante esses pagamentos. Para melhor entender o tema, listei as principais perguntas que sempre recebo sobre o tema:

O que é PLR?

PLR, ou Participação nos Lucros ou Resultados, é um modelo de remuneração que tem como objetivo alinhar as estratégias da organização com os anseios individuais de seus colaboradores. O pagamento se dá com o atingimento de metas pré-estabelecidas, onde o resultado da empresa passa a ser o resultados de todos envolvidos no processo, uma relação ganha ganha.

Este modelo é amparado pela Lei 10.101, onde não há incidências de encargos trabalhistas, o que transforma essa opção atrativa, pois, além de direcionar as equipes ao resultado, seu custo tem menores impactos para empresa.

Quais os impactos que ele proporciona nas empresas?

O principal resultado que propicia é o sentimento de que os colaboradores fazem parte dos resultados da empresa e, consequentemente, poderão ocasionar aumento em seus ganhos. Outros impactos importantes são que a empresa poderá elevar seus resultados e manter seus custos fixos controlados, pois o PLR é pago somente ocorre quando há resultados, isto transmite um espírito de equipe com foco nos resultados, além claro de elevação da qualidade do clima organizacional, pois há valorização do colaborador..

Ainda existe resistência em relação a pequenas e médias empresas?

Sim ainda há certa resistência nas empresas médias e pequenas, onde posso citar dois principais motivos:

Desconhecimento da lei, metodologias e o quanto este modelo pode alavancar os negócios;
A sensação de Insegurança e dificuldades nas negociações com os sindicatos, pois o PLR só terá validade com a homologação junto ao órgão.
Em minhas experiências com projetos de implantação de sistemas de PLRposso afirmar que alguns sindicatos tem sido receptivos e participativos nas negociações.

Muitos empresários não gostam da ideia de compartilhar seus lucros, esse pensamento é errado?

Sim, e isso ocorre por uma limitação de visão dos empresários, pois entendem que esta remuneração se tornará uma despesa sem retorno, o que é um equivoco, pois todos os pagamentos são atrelados a metas estabelecidas, que devem ter o foco no retorno econômico da empresa. Outra questão que muitas vezes bloqueiam esta implantação, são as imposições sindicais incompatíveis com a realidade econômica da empresa e seu mercado, embora esta visão tem mudado nos últimos anos por parte das empresas e sindicatos.

Como criar esse tipo de política? A divisão deve ser igualitária à todos ou proporcional a salários?

Dentro desse tipo de política e forma de remunerar, deve seguir alguns preceitos legais como:

Ser desenvolvido por meio da participação dos colaboradores através da representação de um comitê;
Ter metas atingíveis e claras;
Criar indicadores mensuráveis.
A divisão deverá ser justa, porém refletir de forma clara e consistente os resultados atingidos por meio de indicadores corporativos e departamentais.

Lembrando que deve ser igualitário na metodologia, mas nem sempre no valor a ser pago será o mesmo, pois dentro do sistema de PLR os resultados departamentais e individuais poderão dar uma variação de um colaborador para outro.

Assim é necessária uma metodologia que garanta que todos realmente participem do resultado, seja em equipe ou individual. O PLR poderá ser desenvolvido tendo como base o salário nominal, um budget definido ou valores limites fixados.

Devem existir metas por áreas para conquista do objetivo? E metas individuais?

Sim, é fundamental que tenha metas por área ou departamental e individuais. Podendo ser feita da seguinte forma:

Por área ou departamento: avalia e remunera pelo resultado do trabalho em equipe, valerá o resultado geral de todos;
Individual: avalia e remunera pelo seu resultado atingindo, sua participação com qualidade no processo e execução de tarefas.
Também devem existir indicadores corporativos que reflitam no objetivo da alto gestão em relação a todos os resultados, podemos chamar a junção destes modelos dos indicadores como Mistos.

Quais os principais erros cometidos em relação ao tema?

Podemos citar:

Desenvolver metas que não refletem no resultado final da empresa;
Criar metas não mensuráveis e inatingíveis;
Deixar de envolver os colaboradores no desenvolvimento e aprovação do sistema;
Não realizar projeções de resultados, estipulando valores a serem pagos superiores ao possível de ser cumprido;
Não homologar no sindicato representativo.

Fonte: