Mulheres na liderança aumentam chance de sucesso das empresas

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De acordo com estudo recente lançado em Fevereiro de 2018 e realizado pela Consultoria Mckinsey, ter mulheres em cargos de liderança aumenta 21% de chance de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média. Mesmo com essa constatação, o mesmo estudo demonstrou que as empresas com maior índice de diversidade apresentam apenas 10% de mulheres no seu corpo executivo, enquanto no Brasil esse indicador cai para 7,7% de acordo com uma pesquisa realizada pela Deloitte em 2017. No ranking, o Brasil aparece na 37ª posição, apenas à frente do Chile, México, Marrocos, Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, respectivamente.

Quando se fala de cargos de alta diretoria o cenário é ainda pior. De acordo com uma matéria do Brasil Econômico, a proporção de mulheres que ocupam os principais cargos de liderança no mercado de trabalho permanece ainda muito baixa, com a ocupação por elas de apenas 4% dos cargos de CEO e de alta diretoria – mundial.

Na mesma linha de estudo, a EY revelou que embora executivos de alto escalão reconheçam que a diversidade de gênero seja fundamental para melhorar negócios, os mesmos não estão se esforçando para atrair mulheres para os cargos de liderança. A previsão dos participantes do Fórum Econômico Mundial (WEF) de 2018 é que a paridade de gênero nos cargos de liderança seja alcançada apenas nos próximos 117 anos.

Entre as empreendedoras que participam dessa pequena proporção de mulheres que ocupam a posição de CEO, está Erica Castilho, fundadora da N2N Virtual, uma plataforma que permite a qualquer pessoa criar e gerenciar seu próprio marketplace (shopping virtual) oferecendo recursos de alta tecnologia com custo acessível para pequenas empresas.

Erica conta que sempre foi um ponto fora da curva, já que iniciou no ano 2000 na carreira de Tecnologia da Informação, área dominada por homens. Em 2008, quando fundou sua primeira empresa, sua preocupação era conseguir ter maior liberdade para ter tempo para sua família. Contudo, ela relata que como mulher e empreendedora seu maior desafio foi conseguir ao mesmo tempo lidar com a maternidade e liderar uma empresa.

Ocupando a posição de CEO, ela toma as decisões estratégicas, e por isso a empresa depende muito dela, não permitindo que ela tirasse uma licença maternidade tranquila.

Erica precisou continuar assessorando a equipe e realizando atividades emergenciais e reuniões importantes enquanto lidava com um recém nascido. Embora tenha sido muito desgastante, ela considera que foi mais um entre os muitos desafios que as empreendedoras precisam lidar por ter escolhido abraçar o empreendedorismo.

Antes de fundar sua empresa Érica já ocupava posição de gerência de projetos em uma grande multinacional européia do setor de Tecnologia e prestou serviço para diversas empresas. Ela conta ainda que normalmente nos eventos que participa de empreendedorismo, startups e tecnologia em muitos casos ela é a única, ou uma das pouquíssimas mulheres a realizar apresentações e palestras. Em 2017, quando a N2N Virtual recebeu o prêmio de empresa mais inovadora do salão de inovação do Fórum da RioSoft, ela foi a única representante feminina entre os premiados.

Erica relata que sempre se preocupou em manter mulheres em seu quadro de funcionários, desde que durante a seleção as mesmas demonstrassem as habilidades necessárias para o cargo disponível. Ela considera que a seleção não deve direcionada de acordo com sexo, idade ou nível social, mas sim de acordo com a meritocracia.

Fonte: https://goo.gl/o77PYm

Em ano difícil, analista de sistemas fatura mais de R$250 mil com cursos online

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Os últimos anos foram difíceis para todos os segmentos da economia nacional. A alta taxa de desemprego e a insegurança do mercado de trabalho estimularam muitos brasileiros a procurarem uma segunda oportunidade de fazer dinheiro. Segundo uma pesquisa realizada pela FGV, em parceria com a Fecomércio, desde 2016, mais de 55% dos brasileiros procuram uma fonte extra de renda.

Foi o caso do analista de sistemas Felipe Mafra. Ao procurar um curso para se qualificar na área de Business Intelligence (BI), Mafra notou a ausência de conteúdo relevante na Internet e decidiu encabeçar um novo projeto: compartilhar todo o conhecimento acumulado em 15 anos de experiência trabalhando com Tecnologia.

“Procurei um curso online e não encontrei. Horas depois, abri uma rede social e fui impactado por um post falando da Udemy. Ao explorar a plataforma, tive a ideia de montar um curso gratuito de virtualização e disponibilizá-lo lá, só pra ver o que acontecia”, explica. Nas primeiras duas semanas após ter seu curso aprovado pela curadoria da Udemy, o analista já contava com uma base de mil alunos.

Com foco em profissionais que, como Felipe, têm muito a ensinar, a Udemy foi criada em 2009. De lá pra cá, a empresa que nasceu como startup se transformou em um marketplace global de ensino e aprendizado online, que hoje conta com instrutores, cursos e alunos de diversas nacionalidades. O objetivo é reunir instrutores de todo o mundo que buscam uma ferramenta eficaz para compartilhar diversos tipos de conhecimento, desde técnicas para costura até linguagens complexas de programação.

“Nunca contabilizei o quanto investi e o quanto ganhei pra ser exato, mas, em meu primeiro mês, eu fiz pouco mais de 3 dólares. No segundo mês fiz 170 e fiquei imensamente animado. No terceiro mês, mais de US$ 1 mil e fechei 2017, o primeiro ano, com mais R$ 250 mil. Logo vi que daria certo se eu me dedicasse”, conta o instrutor.

Para Mafra, lecionar online é muito mais difícil do que muitos acreditam. “A modalidade online está ganhando muita força e fazendo as pessoas se adaptarem. Quanto a metodologia, é completamente diferente. Ao gravar uma aula, você tem que pensar em quais podem ser as dúvidas dos alunos e já responder ali mesmo. Presencialmente é muito mais fácil, pois o aluno levanta a mão, fala a sua dúvida e você responde ou diz que isso será abordado mais à frente. Em cursos à distância não. São mais coisas a se pensar na hora de gravar uma aula”, explica.

O bom resultado na venda de cursos fez com que Felipe se dedicasse por completo a carreira de instrutor, hoje, sua principal fonte de renda e que o permite ter flexibilidade para realizar mais coisas na vida pessoal, como buscar a filha, Clara, de 3 anos na creche. “Procurei saber como a Udemy funcionava, sua missão, visão, valores, então vi que se encaixava perfeitamente com o que eu queria: democratizar o conhecimento em um país extremamente carente de educação. Deu certo”, afirma Mafra.

Fonte: https://goo.gl/WmaQAL