Alternativa aos Correios: e-commerce precisa de novas soluções logísticas

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Está mais do que na hora do seu e-commerce buscar uma alternativa aos Correios.

As notícias que vem da estatal não são nada boas.

A mais recente delas aponta para uma redução drástica na rede de atendimento.

Para quem vende, significa maior chance de enfrentar problemas na entrega, gerando insatisfação no consumidor e todos os transtornos que vêm no pacote.

Neste artigo, vamos falar de novas soluções logísticas e apresentar boas razões para você considerá-las.

 

Por que você precisa de uma alternativa aos Correios

Mais de 500 agências dos Correios em todo o Brasil devem ser fechadas nos próximos meses, revela esta reportagem do Estadão.

A rede de atendimento deve ser reduzida muito em razão do prejuízo recorde registrado no ano passado, quando alcançou R$ 1 bilhão.

O tamanho do rombo foi tanto que o governo federal chegou a discutir a privatização da estatal – decisão que ficou para outro momento.

Em meio a esse turbilhão de notícias negativas, clientes dos Correios também foram atingidos.

A empresa pública conseguiu derrubar liminar da ABComm, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, validando o reajuste no valor do frete.

Ou seja, um serviço que já gera um alto número de queixas, fica ainda mais caro.

Entre vendedores e consumidores, é difícil achar quem esteja satisfeito com as soluções que os Correios oferecem.

Basta uma rápida visita ao portal Reclame Aqui para identificar motivos suficientes para buscar uma alternativa aos serviços da estatal.

  • Em 12 meses, a empresa recebeu 61.649 reclamações na plataforma Nenhuma queixa foi respondida aos seus consumidores/clientes
  • Atraso na entrega, qualidade do serviço prestado e demora na execução são os principais focos de insatisfação
  • Há também um alto número de registros relacionados a mau atendimento e até entregas realizadas em endereço errado
  • A nota dos Correios no Reclame Aqui é 1,26 em um total de 10 pontos possíveis
  • Sua reputação é classificada como “não recomendada”, o que é inferior até mesmo às empresas avaliadas como ruins.

Agora, cabe perguntar: você quer ter esse tipo de parceiro para o seu negócio e, de quebra, atrair um pouco dessa reputação negativa para ele?

 

Solução logística já existe

A crise nos Correios é grave, inegavelmente.

Mas mesmo que desconsideremos o cenário, se o serviço oferecido pela estatal fosse nota 10, ele ainda seria insuficiente para as pretensões do seu negócio.

Quer entender por quê? Veja só problemas comuns ao seu modelo logístico:

  • Sucesso da entrega depende de localizar o consumidor no endereço informado
  • Área na qual o destinatário mora precisa ser atendida pelo serviço
  • Se for um edifício, pode ser necessária autorização para que porteiro receba a encomenda
  • Para retirar objetos em agências, o horário de atendimento é restrito
  • Com frequência, consumidor precisa se sujeitar a extensas filas nos locais
  • O mesmo se repete em demandas de logística reversa, havendo necessidade de troca ou devolução de produtos.

Se você observar com atenção essa lista que acabamos de apresentar, vai perceber que muitos dos pontos falhos na logística não são restritos aos Correios.

Quando o seu e-commerce utiliza transportadoras para a entrega ou coleta de objetos, enfrenta desafios comuns.

A verdade é que a operação se torna onerosa para alcançar individualmente o endereço de cada consumidor.

Mas a boa notícia é que tudo isso já tem solução e ela é um tanto inovadora, ao menos por aqui.

 

Por que adotar pick up points

Fora do Brasil, o modelo de pick up points já vem sendo utilizado há alguns anos, e com altas taxas de sucesso.

Também chamado de pontos de retirada, ou click & collect, são locais físicos que funcionam como espaços para retirada e devolução de mercadorias adquiridas no comércio eletrônico, em uma experiência omnichannel.

Funciona assim:

  • O consumidor faz a compra em sua loja virtual
  • No checkout, escolhe para entrega a opção de retirada em ponto cadastrado
  • Ele, então, localiza o estabelecimento mais conveniente para o serviço
  • Dentro de um prazo, como sete dias úteis, ele comparece ao local para retirar a sua encomenda.

Como dá para ver, o processo é bastante simples.

O consumidor sai satisfeito por ter acesso à sua compra em dia e horário de sua preferência, pagando menos por isso.

O varejista economiza com custos logísticos, já que direciona as encomendas para um menor número de pontos.

Já o proprietário do estabelecimento físico vê o fluxo de pessoas aumentar na sua loja e, não raro, gera vendas adicionais no momento da entrega – o que pode acontecer em quase 70% das vezes, segundo este estudo, realizado pela IRI Worldwide.

Considerando demandas de logística reversa, há também uma economia importante, já que hoje o produto para troca ou devolução precisa ser coletado individualmente ou ser despachado pelos Correios.

É interessante observar ainda que, em alguns países onde os pick up points já estão presentes há mais tempo, como Estados Unidos, França e Inglaterra, essa já é a forma de entrega mais utilizada.

Outra pesquisa, realizada por Cybertill e divulgada pela Revista Forbes, apontou que 17% dos entrevistados sequer comprariam se não pudessem recorrer ao serviço.

 

Pontos de retirada são a melhor alternativa aos Correios

Acabamos de destacar os pontos de retirada como solução logística para o e-commerce ao redor do mundo.

É verdade que esse modelo está bastante consolidado no exterior, mas você já pode fazer uso dele para o seu varejo aqui no Brasil.

A Pegaki é a primeira e maior rede de pick up points do país, com mais de 100 locais ativos em São Paulo e no Rio de Janeiro e outros mil sendo preparados para entrar em operação.

Mais de R$ 1 milhão em produtos já foram entregues em pontos de retirada Pegaki.

Também mais da metade dos 3,5 mil pedidos recolhidos pelos consumidores foram retirados 24 horas após a compra – alguns em até 30 minutos.

E se você procura uma alternativa aos Correios, aqui vai mais um fato incontestável: o serviço tem média NPS de 4,8 (nota de 1 a 5 de satisfação dos clientes).

O que está esperando?

Fonte: https://goo.gl/JiXGxb

12 dicas para ajudar a planejar sua loja online

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Você decidiu abrir uma loja online. Provavelmente está empolgado e cheio de ideias, mas também um pouco intimidado. Se está for sua primeira experiência com e-commerce, você não quer perder seu valioso tempo e dinheiro em ferramentas e tarefas que não irão fazer a sua loja funcionar da forma mais rápida, eficiente e econômica possível.

Então, vamos pelo começo e apresentar um plano antes de abrir uma loja online. De acordo com artigo de Judith Kallos, coach de negócios e consultora de WordPress, existem algumas questões básicas a serem consideradas antes de começar a colocar a mão na massa.

Seja adicionar o e-commerce a um site existente (como vender no WordPress com o WooCommerce) ou configurar uma nova loja online do zero, um pouco de planejamento prévio poderá fazer uma grande diferença para o sucesso de sua nova empresa.

  1. Certifique-se de que seu produto ou serviço faz parte de um nicho.

As melhores ideias nascem de passatempos, interesses e paixões, em que o proprietário da loja eletrônica viu uma oportunidade porque ninguém mais estava presente nesse nicho específico. Ou melhor ainda, eles sabiam, de fato, que, com muito trabalho e dedicação, poderiam fazê-lo melhor!

Não subestime o poder do nicho.

  1. Pesquise sua concorrência.

Antes de abrir uma loja online, é melhor investigar a concorrência. Faça uma busca pela Internet inserindo duas ou três palavras-chave ou frases que seus clientes-alvo provavelmente usarão para encontrar os tipos de produtos ou serviços que você pretende vender online. Em seguida, note as centenas de milhares (ou milhões) de páginas já online fazendo o mesmo.

Se os números são esmagadores, você precisará se tornar ainda mais de nicho ou planejar ser um comerciante competitivo e agressivo – o que custará tanto em dinheiro quanto em tempo.

Veja o que seus concorrentes já estão fazendo com sucesso (note se há uma abertura para fazer algo melhor) e como você pode integrar esses conceitos de uma maneira única ou diferente.

  1. Crie seu perfil de precificação.

Você pode ser competitivo e ainda obter lucro depois de levar tudo em consideração? Certifique-se de incluir todos os seus custos para obter uma resposta: Certificado SSL, hospedagem, plataforma, domínio, e-mail, temas, plugins, extensões, complementos de módulos, taxas mensais, gateways de pagamento, taxas de processamento de cartão de crédito, publicidade, inventário, material de embalagem, etc.

  1. Desenhe seu programa de envio.

O processo de envio e entrega dos produtos pode ajudar a criar ou a quebrar uma loja de comércio eletrônico. Ao se preparar para abrir uma loja online, pergunte a si mesmo:

  • Quais opções de transportadora você vai oferecer?
  • O produto será enviado de acordo com o peso e a localização ou você irá trabalhar com taxa fixa?
  • A sua fórmula de envio é baseada no tipo de produto?
  • E quanto a uma taxa de manuseio?
  • Você estará enviando globalmente?
  • Em caso afirmativo, quais procedimentos e políticas alfandegárias você precisa considerar?

O envio não deve ser um centro de lucro e precisa ser razoável. A percepção de tarifas de transporte excessivamente elevadas é uma das principais razões pelas quais os clientes abandonam seus carrinhos de compras.

Existem ferramentas de e-commerce no mercado que possuem opções de métodos de envio embutidos, ou permitem que você adicione rapidamente suas preferências – desde o transporte gratuito até a transportadora em tempo real e calculado.

  1. Defina sua política de devolução.

Isso precisa ser claro, detalhado e prático, de modo que, se você tiver experiência de retorno, seus clientes podem facilmente encontrar o que precisam e saber quais são os critérios para que um retorno seja aceito.

  1. Crie sua política de privacidade.

Você deve ter uma política visivelmente publicada que indique o que você faz com a informação do seu cliente. Isso facilita a construção da confiança. Nunca coloque uma coisa nesta política e depois faça outra. Seja honesto, direto e indique exatamente como você gerenciará, distribuirá e usará informações do cliente.

  1. Reforce sua política de segurança.

Sua política de segurança deve explicar o que você faz, em detalhes, para proteger as informações de pagamento do seu cliente. Explique que você está em servidores seguros com SSL e por quê. Você é protegido por um serviço de verificação de terceiros? Quanto mais informações você puder fornecer, melhor para passar a confiança que seus clientes precisam para que eles compartilhem seus dados sensíveis com você.

  1. Garanta fotos dos produtos.

Quando se trata de vender online, os detalhes visuais podem fazer toda a diferença. Seus produtos devem ter fotos de qualidade. Existem muitos recursos excelentes para aprender a tirar as melhores fotos do produto.

Você também pode verificar com seus fornecedores para ver se eles têm fotos que você pode usar.

  1. Escreva as descrições dos produtos.

As descrições genéricas não são o suficiente, e nem as que são iguais às de todo mundo que vende a mesma coisa que você. São necessários detalhes, tamanhos, cores e dimensões, juntamente com alguns bons trocadilhos de marketing que fazem com que o cliente potencial perceba que eles precisam, querem, devem ter esse item!

Você vai acessar e organizar seus produtos você mesmo? Caso contrário, planeje contratar alguém para criar uma planilha ou fazer a entrada de dados para você (a terceirização pode ser sua melhor opção).

  1. Desenvolva um plano de marketing e orçamento.

Desenvolva um plano e orçamento de tempo e de dinheiro para divulgar sua nova loja online. O que você vai fazer para colocar o seu site “lá fora”? Não existe apenas “construí-lo e eles virão” no mundo online – você terá sorte se você for encontrado com essa abordagem. Sim, depois de abrir uma loja online, você pode começar a promovê-la sem gastar um centavo.

Se você quer levar muitos clientes de forma mais rápida para o seu site de comércio eletrônico, porém, talvez seja necessário investir em algum marketing.

As campanhas de pagamento por clique podem ser executadas desde algumas centenas a milhares de reais por mês, dependendo da competitividade do seu mercado. Executar campanhas de publicidade paga em mecanismos de busca e sites de redes sociais também exigirá um tempo para testar e sintonizar.

Definitivamente vale a pena gastar tempo descobrindo e brincando com todas as suas opções e, assim, criar um plano de marketing sólido antes de abrir uma loja online.

  1. Crie um plano de ação de atendimento ao cliente.

Sua agenda precisará incluir tempo para impressão, processamento e embalagem de pedidos. Isso por si só pode demorar muito quando é feito corretamente. Além disso, se você fez um trabalho digno de se espalhar a notícia sobre o seu site e-commerce, você precisará orçar algum tempo para responder as perguntas de e-mail de clientes, atualizações de status do pedido e a inserção dos detalhes de envio. Alguns detalhes que você pode considerar antes de abrir uma loja online:

  • Como você vai mandar aos clientes a confirmação de envio desejada? Começar com um modelo de e-mail com antecedência pode economizar tempo mais pra frente.
  • Como você vai lidar com perguntas ao telefone? Você terá uma linha telefônica comercial separada?
  1. Investigue opções de pagamento.

Antes de abrir uma loja online, você deve pensar em como vai receber o pagamento (um ponto um tanto importante, não é mesmo?). Algumas plataformas oferecem soluções de pagamento integrado. Você deve considerar as seguintes questões:

  • Você tem uma conta comercial para aceitar cartões de crédito?
  • Quais formas de pagamento você aceita? Cartões de crédito, cheques pessoais, transferências bancárias, ordens de pagamento?
  • E o Mercado Pago ou PayPal?
  • Você tem um gateway de pagamento para verificar, aprovar e processar cobranças em tempo real?

É recomendável rever todas as suas opções e as taxas associadas.

Planeje-se para o sucesso

Faça um grande favor a seu negócio à longo prazo e comece a criar e abrir seu próprio e-commerce depois de passar pelas questões acima. Estes são os princípios básicos para te ajudar a planejar antes de abrir sua loja online. Ter esses pontos resolvidos, podem te ajudar na revisão dos recursos, temas, plugins e plataformas para saber quais funcionam melhor para o seu conceito de e-commerce. Portanto, bom planejamento e vendas online!

Fonte: https://goo.gl/XxG46J